Era antevéspera de Natal e eu tinha oito ou nove anos. A minha mãe nunca teve jeito para fazer doces, mas teimava em fazer todos os anos as filhoses que o meu pai tanto gostava, nunca teve paciência para seguir uma receita, ela colocava os ingredientes a olho e era esperar que a sorte estivesse do nosso lado, coisa que raramente acontecia.
Então numa ante-véspera de Natal, depois de todos já se terem ido deitar eu e a minha mãe pusemos mãos à obra, alguidar, ovos, aguardente, abóbora já passada, canela, sumo de laranja e farinha, a minha mãe amassou, achou que a massa estava dura e pediu-me mais ovos e laranja, depois achou mole, pediu-me mais farinha, depois experimentou e achou que não sabia a aguardente, vá, mais aguardente, provou e achou que sabia de mais a aguardente e pediu-me água morna, claro a massa ficou mole e vá mais farinha, sei que no fim estava um alguidar cheio de uma mistela que não se assemelhava nada a filhoses de abóbora.
A minha mãe receosa que o meu pai ralhasse com ela, pediu-me para ir colocar a massa às galinhas, isto deviam de ser para aí umas 22/23h da noite, mas lá fui eu de alguidar em punho, como se via mal tropecei num tijolo e enfiei os meus longos cabelos na massa das filhoses.
pareci à minha mãe a chorar, pois toda eu pingava massa, a minha mãe fartou-se de rir e lá fomos nós lavar o cabelo, só depois é que nos deitámos, já era muito tarde. O meu pai acordou e perguntou à minha mãe se ela tinha ficado a fazer as filhoses, ela mentiu e respondeu que as faria no dia seguinte.
No outro dia de manhã o meu pai levantou-se e como era seu hábito passou a ronda por todos os animais da quinta para ver se estava tudo bem, primeiro o cão, depois a pocilga dos porcos e por fim o galinheiro, qual não foi o seu espanto ao reparar que as galinhas andavam em cima de uma mistela que parecia cola, era cómico ver as galinhas coitadas, desprendiam uma pata e ficavam com a outra na dita cola, pois a massa já tinha apanhado sol e estava a ficar seca.
Pensámos que ele se ia passar, mas não, acordou bem disposto e a cena das galinhas coladas à massa também o divertiu, tal como a todos lá em casa.
Então numa ante-véspera de Natal, depois de todos já se terem ido deitar eu e a minha mãe pusemos mãos à obra, alguidar, ovos, aguardente, abóbora já passada, canela, sumo de laranja e farinha, a minha mãe amassou, achou que a massa estava dura e pediu-me mais ovos e laranja, depois achou mole, pediu-me mais farinha, depois experimentou e achou que não sabia a aguardente, vá, mais aguardente, provou e achou que sabia de mais a aguardente e pediu-me água morna, claro a massa ficou mole e vá mais farinha, sei que no fim estava um alguidar cheio de uma mistela que não se assemelhava nada a filhoses de abóbora.
A minha mãe receosa que o meu pai ralhasse com ela, pediu-me para ir colocar a massa às galinhas, isto deviam de ser para aí umas 22/23h da noite, mas lá fui eu de alguidar em punho, como se via mal tropecei num tijolo e enfiei os meus longos cabelos na massa das filhoses.
pareci à minha mãe a chorar, pois toda eu pingava massa, a minha mãe fartou-se de rir e lá fomos nós lavar o cabelo, só depois é que nos deitámos, já era muito tarde. O meu pai acordou e perguntou à minha mãe se ela tinha ficado a fazer as filhoses, ela mentiu e respondeu que as faria no dia seguinte.
No outro dia de manhã o meu pai levantou-se e como era seu hábito passou a ronda por todos os animais da quinta para ver se estava tudo bem, primeiro o cão, depois a pocilga dos porcos e por fim o galinheiro, qual não foi o seu espanto ao reparar que as galinhas andavam em cima de uma mistela que parecia cola, era cómico ver as galinhas coitadas, desprendiam uma pata e ficavam com a outra na dita cola, pois a massa já tinha apanhado sol e estava a ficar seca.
Pensámos que ele se ia passar, mas não, acordou bem disposto e a cena das galinhas coladas à massa também o divertiu, tal como a todos lá em casa.
Esta história é recordada todos os Natais.
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